sábado, 20 de junho de 2009
A primeira Fazenda
sábado, 13 de junho de 2009
Ruínas medievais em plena terça-feira
domingo, 7 de junho de 2009
Despedida de Paris, TGV e os 2 primeiros dias em Montpellier
Uma vez encontrada a carteira - já fora da zona de perigo de perder o TGV -, iniciei mentalmente a primeira de uma série de listas mentais dos itens de viagem realmente imprescindíveis (o que me levaria, semanas depois, à elaboração da primeira mala pequena da minha vida).
Se o François não tivesse nos levado pelo caminho mais rápido até a linha do metrô que precisávamos pegar para chegar à Gare de Lyon não garanto que teríamos chegado a tempo para pegar o TGV. Correria danada, ao François devemos o nosso "merci beaucoup" e esperamos o casal no Rio de Janeiro um dia.
Os morros, campos, moinhos iam passando e todas as cores da primavera borravam a janela. Eu sorvia aquelas imagens satisfeita - o deslocamento de trem era um dos espetáculos da viagem que eu aguardava ansiosamente. Um momento relaxante, quase terapêutico. Entrei em uma outra frequência no balanço daquele trem que voava leve sobre os trilhos. Ótima experiência! Ninguém sentou perto da gente, então tivemos muito espaço a viagem inteira e o banheiro era decente. Chegamos uns minutinhos atrasados e descobri, ligando para a Anaïs do orelhão da Gare, que ela iria nos buscar de carro!!! Uma beleza! Com a mala enorme que estávamos foi um grande adianto. As malas foram no carro com o David, namorado da Anaïs, e nós três fomos andando para a casa dela.
Passando pela Place de la Comedie (atração turística principal de cidade) estava rolando um jogo de volei de praia feminino no meio de um tempo horrível com frio e chuva... Paramos três segundos e no meio da euforia de estar em um lugar totalmente novo dei uns gritos de torcida porque coincidentemente a partida era BrasilXFrança!
Continuando a caminhada, contamos da sensação de correria que havia ficado dos dias em Paris e dissemos que queríamos ficar em um outro ritmo lá em Montpellier.
A casa da Anaïs é ampla, cheia de charme com uma decoração toda especialmente informal que é a cara dela. A Anaïs tem uma energia muito positiva, é ótima anfitriã e nos deixou completamente à vontade.
Montpellier é uma cidade universitária com construções antigas muito bonitas. Me lembrou um pouco Ouro Preto aquelas ruelas estreitas com curvas, subidas e descidas. Sentamos para tomar uma cerveja com uns amigos deles em um bar ao ar livre com uma população jovem reinante. Guilherme experimentou hidromel - praticamente um viking!
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Paredes vazias
Muitos quadros e esculturas depois estávamos com dor nos pés e pernas."Vamos embora?" o Japa falou.
Mas quando pensávamos que íamos embora começamos a ver a parte do Egito. Não foi uma coisa muito programada, tudo ia surgindo à nossa frente e a gente ia sempre em frente, que nem gado.
À noite, mais um jantar memorável - a Candy havia feito crepes. Eles tinham uma pequena chapa que eles colocaram ao lado da mesa e o jantar funcionava da seguinte forma: cada um pegava a sua massa de crepe e escolhia o que iria colocar dentro, depois dobrava e colocava em cima da chapa. Em dois minutinhos já estava comendo o crepe. Comemos muito queijo de cabra, gruyère, abobrinha grelhada, champignon, humm... Depois vieram os crepes doces e eu me refastelei de crepe de nutella, rs. Deixamos tudo pronto para a viagem na manhà seguinte, eu estava muito animada para andar de TGV, rumo a Montpellier!
domingo, 31 de maio de 2009
meu post
Encontramos com eles na porta de casa e de lá seguimos direto. Cacá foi na frente e fez um video maneiro de Paris com explicações da Candy. Ela deixou a gente na frente do palácio e marcamos de voltar com ela às 18h. Pagamos 6 euros para entrar no jardim! Tinha um tal de show das águas com música... mas o "show" era apenas alguns chafarizes e a música não era ao vivo e ficava repetindo direto!
O jardim é absurdo de grande!
Ficávamos imaginando as pessoas daquela época naquele jardim... a paisagem dos lagos é impressionante, me remete a um lugar divino... vimos pessoas na beira do lago e decidimos ir pra lá comer as paradas que compramos. Estendemos a canga, abrimos o vinho, comemos e nos divertimos com os paraibas andando de barco no lago, inclusive um botafoguense muito esperto... ficamos algumas horas ali, relaxando e curtindo o sol que às vezes aparecia.
Então Cacá deu a idéia de alugarmos umas bicicletas, a princípio queríamos alugar o carrinho de golf, mas além de caro era sem graça.
Nos divertimos com as bicicletas! Fizemos altos filmes! Após as bicicletas ficamos rondando um pouco mais e depois voltamos pra casa. A noite, François e Candy nos levaram a um restaurante baratinho que eles costumam ir.
Bem legal o lugar com um clima meio underground. Cacá pediu um bife, que veio cru e eu pedi um Tartare (acho... não lembro qual era o nome direito), um prato com carne moída crua e uns temperos, bem gostoso, parecia carpaccio.
Então fomos dormir, tinhámos o Louvre no dia seguinte!
quarta-feira, 27 de maio de 2009
"Minha neguinha..!"
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Entre couches
Foi um saco, fomos até a estação da Republique para tentar encontrar uma loja e quando chegamos na tal Darty, uma loja que tinha tudo de eletrônico, nada. Ficamos meio sem saber o que fazer. Não encontramos o adaptador, mas encontramos a Pizzaria do Renato (hahahahaha), descobrimos dentro do metrô que aqui na europa também existem aqueles caras que tocam flautinha (eu acho que é playback).
Chegamos na casa da Candy e do François, um casal da nossa idade, recém-casados e sem filhos. Achamos tudo lindo e eles contaram sobre como eles mesmos decoraram o apê de dois quartos. Estabelecemos o inglês como forma de comunicação. Às vezes faltava uma palavra e tentávamos em português, tentando a sorte que no francês fosse similar e foi perfeito! Tinhamos um quarto só pra gente com cama de casal e tudo. Ficamos eufóricos.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Fabuloso D'orsay
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Primeiro couch
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Improvisando em Paris
Foi triste chegar em Paris e ficar trancada no quarto, sem forças e com febre por causa da intoxicação alimentar. O fato de estar perdendo tempo em euro estava começando a me incomodar. Nos dois primeiros dias eu fiquei descansando numa boa - dormi o tempo todo por conta da febre - não tinha escolha mesmo e aproveitava para me preparar espiritualmente para a canseira que estava por vir, mas no terceiro dia o papo mudou. Pudemos acordar razoavelmente cedo e fomos andar um pouco. Como ainda era domingo, não pudemos fazer a Carte Orange, que só começa na segunda-feira. Então acabamos gastando uma graninha extra de metrô, porque eu não estava em condições de bancar a andarilha.
(veja o video no fim do post)
Conhecemos o Louvre só por fora, lindo. Rimos muito com as estátuas dos grandes intelectuais no topo dos pavilhões e tivemos um breve diálogo com Descartes. Sabe aquele chute gostoso no planejamento? Foi o que fizemos. Saímos sem rumo e acabamos nos divertindo horrores em uma feira que a tia do Japa havia indicado. Valeu, Beth!
Voltamos de metrô até a estação Madeleine, que era a mais perto do hotel e ficamos circulando por lá, entramos na igreja da Madeleine, legalzinha, mas achei mais bonita por fora. Vimos lá dentro um cara novo com uma roupa bem normal que assumi que fosse o padre, porque todo mundo ia falar com ele. Todo mundo parecia estar em casa, tinha até uma moça com a bota da Shee-ra (uma bota branca e rosa hilária) que era a mulher do padre e parecia uma socialite.
Chuta que é macumba!
De noite, quando me senti mais forte, fomos dar uma volta. Comi minha primeira refeição decente em Paris. O incrível daqui é que a cada quarteirão brota uma obra arquitetônica gigantesca, linda. A gente fica se perguntando o que é aquilo, mas logo tem outra adiante e então continua andando e fica sem saber mesmo. Pelo menos é isso que uma pessoa doente faz em Paris, se parar pra ver, olha para cima, fica abobalhado um tempão, esquece de que rua veio e termina perdido.
Fomos ao Bistro Romain - indicação da moça simpática do hotel - perto da place de l'opera. Tentei comer o máximo daquele macarrão com molho de tomate pra ficar mais forte, mas foi a entrada que me deixou feliz (hehehe): berinjela, pimentão vermelho e abobrinha grelhados no azeite - não sei como uns legumes grelhados podem ficar tão gostosos, quando faço lá em casa não é a mesma coisa...
Resumindo: não fizemos praticamente nada, foi bem sem-graça o dia. Voltamos para o hotel e dormimos de novo. O jet lag foi intenso.
domingo, 3 de maio de 2009
Au Revoir, Rio!
Nos despedimos do Rio decolando diante de um pôr-do-sol comovente (será que depois das mudança das regras ortográficas o "pôr-do-sol" continua o mesmo?). Aquele foi um momento especial nosso, subiamos no ar vendo o sol todo espalhado no céu - não tinhamos a menor idéia do que aconteceria em seguida.
Duas coisas influenciaram a nossa chegada trôpega à cidade luz: uma salada com camarão e uma poltrona sem áudio. Sobre a salada de camarão que comemos de entrada no avião eu falo outro dia, o fato é que Japa foi premiado com uma poltrona com a saída de áudio que não funcionava, então não podia ouvir os filmes que passavam na telinha à sua frente.Isso não era tudo. O assento do Japa - que era daqueles no meio (o meu era na janela) - era realmente abençoado: o passageiro atrás dele era um gringo que não parava de falar os ráshmur shtáin litzvish da língua dele e também parecia não ter muito senso de espaço. Enfim, estávamos nos ocupando de descobrir cada função da telinha com controle remoto - havia joguinhos e dezenas de filmes para escolher, pareciamos dois caipiras. Seguido o jantar, eu estava quase embarcando naquele sono bom quando trocamos de lugar para o Japa poder ver filme. O resultado foi que acabamos praticamente não dormindo o vôo todo. O Japa ficou acordado vendo filmes e eu irritada com o sujeito de trás.
Ainda assim curtimos a nossa saída do CDG e fomos reparando em tudo no ônibus: primeiro a vegetação, depois as placas diferentes, as fachadas
Quando avistamos pela primeira vez a torre Eiffel ficamos paralizados. Ela estava longe, mas era ela por trás das árvores.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Sites úteis
Dicas de viagem:
Matador Trips
http://matadortrips.com/
Vagabondish
http://www.vagabondish.com/
18 essential items
http://matadorgoods.com/18-essential-items-for-a-trip-around-the-world/
How to Travel the World on $35 a Day: 100 Resources for Broke Globetrotters
http://www.airlinecreditcards.com/travelhacker/how-to-travel-the-world-on-35-a-day-100-resources-for-broke-globetrotters/
How To Travel In France For Less Than $100 A Day
http://matadortrips.com/how-to-travel-in-france-for-less-than-100-a-day/
1000 Places to See Before you die
http://www.1000beforeyoudie.com/Default.aspx
Wikitravel
http://wikitravel.org/pt/Europa
BUG – the Backpackers' Ultimate Guide to Europe
http://www.bugeurope.com/
Procurando passagens (ar, trilho, rodas):
Iberia
http://www.iberia.com/br/
Air France
http://www.airfrance.com.br/
TGV
http://www.tgv-europe.es/es
SNCF
http://www.voyages-sncf.com/
Ryanair
http://www.ryanair.com/site/PT/
European Discount Flights
http://www.euroflights.info/
Permissão Internacional para Dirigir
http://www.detran.rj.gov.br/_documento.asp?cod=4646
Average train travel times
http://www.eurail.com/eurail-train-travel-times
Eurolines (viajar de ônibus entre países da europa)
http://www.eurolines.fr/?lang=ENG
Procurando lugares para comer:
Le Fooding
http://www.lefooding.com/guide.htm
Smashed Travel
http://www.smashedtravel.com/barcelona/eat.htm
Gridskipper
http://gridskipper.com/60996/small-bites-in-paris#more
Procurando lugares para dormir:
EuroCheapo
http://www.eurocheapo.com
BVJ
http://www.bvjhotel.com/
Europe's Famous Hostels
http://www.famoushostels.com/
Aluguel de apê
http://www.parisianhome.com/ ou
http://www.lodgis.com
$ e burocracia:
Cotações
http://economia.uol.com.br/cotacoes/cambio.jhtm
Visa Travel Money
http://www.cartaovtm.com.br/
Visto
http://www.sairdobrasil.com/2007/12/08/visto-para-europa/
(Compre a passagem com o seu cartão visa pra economizar o seguro de viagens com duração de até 60 dias)
http://visa.com.br/conteudo.asp?pg=99
Escrevendo:
Dictionary
http://dictionary.reference.com/
Google Tradutor
http://translate.google.com/translate_t?hl=pt
Fazendo a mala:
The Universal Packing List
http://upl.codeq.info/
Fazendas e couches

Tivemos mais respostas do sul da França, simples o motivo que nos levou a essas fazendas. Escrevemos para umas 15 fazendas, sem seguir o menor critério em relação às regiões. Eu apenas lia muitas descrições e selecionava as mais espirituosas e bem humoradas.
A primeira fazenda a fechar foi a Ferme Musicale. Foi muita emoção... Ela fica em uma cidade chamada Elne, próxima a Perpignan, que é pertinho da fronteira com a Espanha. Neste momento, as cidades presentes em nossas discussões eram: Madri, Barcelona, Genebra, Amsterdã e Paris. Adicionamos Perpignan ao nosso roteiro. Logo vieram as confirmações de outras duas fazendas: Chateau de Padies e Aveyron, ambas próximas a Toulouse.
Todas as três anfitriãs que trocavam emails comigo deixavam em aberto as datas e eu tive uma pane momentânea na hora de definir o itinerário e comprar as passagens. Fui oprimida pelo tamanho do passo que representava fazer esse movimento - falei por alto os meses e respondi que enviaria as datas em fevereiro. Estabeleci 3 semanas na Ferme Musicale, 3 semanas em Padies e 2 semanas em Aveyron.
Sabíamos de uma coisa: o início da viagem seria na primavera deles. Pairava a dúvida de começar a viagem pela França ou pela Espanha. Acabamos optando por começar pela França, mais uma vez as circunstâncias trouxeram a decisão: a alfândega da Espanha estava rendendo várias reportagens e preferimos evitá-la.
Encontrei uma promoção da Air France depois de meses pesquisando preços de várias companhias. Não tinha mais como postergar. Como diria Elvis, "It's now or Never..." Na minha cabeça ecoava "Pronto! Agora eu vou mesmo".
Passagens compradas, com o rascunho do itinerário no Google Docs era hora de entrar em contato com os couches. Ainda não falei disso aqui.
Couchsurfing é uma comunidade global para aqueles que gostam de conhecer pessoas e culturas diversas. Pode ser uma grande mãozinha para mochileiros com pouco dinheiro, ou uma ferramenta de intercâmbio cultural para outros, para mim é simplesmente uma organização que valoriza a diversidade no mundo e não conhece fronteiras fundada por uns caras geniais."CouchSurfing seeks to internationally network people and places, create educational exchanges, raise collective consciousness, spread tolerance and facilitate cultural understanding."
Fiz uma pesquisa de perfis dos membros nas cidades a que iríamos. Já tinhamos o couch da Anaïs (hospedamos ela e o namorado em fevereiro) em Montpellier, cidade que foi adicionada ao roteiro logo que eles vieram ficar aqui uns dias. Logo conseguimos outros couches.
Inez é a minha tia suíça. Uma brasileira que mora em Genebra e já viu muita coisa nesse mundo. Ouvir as histórias da vida dela sempre foi uma grande fonte de inspiração para mim. Não quero deixar de visitá-la nessa viagem: conhecer a famosa Laundrenet , cair lá pelo sofá dela uns dias e receber a acolhida de um casal bárbaro! Ainda estamos esquadrinhando nosso orçamento e acessando as promoções do TGV com frenquência.
Depois vieram as contas. $ para alimentação por dia, $$ para estada em Paris, $$$ para as passagens de TGV... Os cifrões só iam aumentando e a idéia de ir para Amsterdã foi a primeira a entrar na faca. Ficava muito caro ir comer um space cake.
Mais perto da data da partida, algumas coisas surgiam em nosso favor. O euro baixava um pouco, o couchsurfing barateava a nossa viagem - justo no momento em que o nosso orçamento se revelava um pouco aquém dos gastos que teríamos. Por fim, foi confirmada a licença de 2 meses do Guilherme do trabalho. Esse Japa conseguiu a façanha de arrumar, junto à empresa em que ele trabalha, uma licença que foi muito festejada (do contrário, teria que pedir demissão porque só poderia tirar 1 mês de férias). Fiquei muito orgulhosa e ambos ficamos mais leves.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Making of
Pode não ter sido tão exatamente isso, mas como 'eu me conheço...', a idéia geral que acabou ficando nas primeiras folhas de diário mental daquelas conversas com o Japa foi essa.
No plano inicial, faríamos uma viagem básica para conhecer cidades famosas da europa na França, Espanha, Holanda e Suíça. Uma viagem de 20 dias. Depois 22. E a lista de países ia aumentando... Afinal de contas, "tá tudo ali pertinho!" - o planejamento era sempre motivo de gargalhadas a dois em frente ao GoogleMaps. "Paris-Praga-Viena-Veneza-Florença-Pisa-Genova-Nice-Montpellier-Barcelona-Madri-Paris, fechou?" "Em 23 dias?" é motivo de muito riso agora. Mas também dá água na boca.
Os cortes aos poucos trouxeram o nosso planejamento para o plano da realidade. Eis que então algo acontece! Eu, na minha incessante pesquisa através dos famosos sites Delicious, StumbleUpon, Digg e da entidade-mor-santidade-suprema Google, me deparo com o site que fez descer a singular luz da clareza das coisas do mundo sobre mim:"8 Tools to Help You Travel Forever and Live Rent Free".
Divertidíssima a idéia do site, bem desapegada dos compromissos que regem a nossa vida quando se está nos 20 e muitos anos. Emprego, carreira, previdência, carro, casa própria não é vida decente para alguns. Há aqueles que remam contra a maré da segurança e da estabilidade e vivem um dia de cada vez, vários perrêngues ao mesmo tempo - e são felizes.
Ai de mim pensar que um dia eles possam precisar de economias para fazer uma ponte de safena no coração que não aguenta mais de tantas emoções intensas das suas invejáveis aventuras mundo afora.
Deboches à parte, ruminei as dicas que encontrei no blog, especialmente a parte que diz respeito a Woofing. Pensar que existem proprietários de fazendas ao redor de todo o mundo que me receberiam, me dariam comida e hospedagem de graça em troca de algumas horas de trabalho por dia - fim-de-semana livre! - me deixou siderada.
Depois de me certificar, através dos site da organização em cada país, que isso não era furada, escolhi um país - a França - e parti para a investigação do que tinha nessas fazendas de trabalho para se fazer. Muita coisa chata como catar erva-daninha e participar das atividades diárias da casa, como a limpeza. Mas outras coisas como aprender a fazer queijos, fazer compostagem, catar cogumelos, fazer chutney, andar de bicicleta no fim do dia pelo interior, aprender técnicas de plantio orgânico e conhecer modos de vida alternativos e auto-suficientes encheram meus olhos. Ademais, eu estaria imersa na cultura do berço da civilização ocidental, trabalhando e compartilhando a rotina diária com pessoas que vêem a vida de uma maneira muito diferente da minha. A palavra "riqueza" serve para descrever tudo isso aí em cima no meu dicionário.
Convencer o Japa foi uma tarefa árdua, mas penso que o espírito aventureiro e romântico dele falou mais alto no fim das contas. Assim nossa viagem, ainda na tela do GoogleMaps, estendeu-se de 20 dias para 3 meses. "O momento de fazer uma viagem longa é agora".
Começamos o planejamento todo pela escolha do país da fazenda!
A Wwoof França foi a escolhida entre Espanha, Suíça, Holanda e Itália por parecer mais organizada e, sobretudo, porque distinguia-se em prol do intercâmbio cultural. Fizemos a associação e tinhamos 400 descrições de fazendas em umas 20 regiões diferentes para ler. Algumas em inglês, outras em francês... Descobri que meu francês de ensino fundamental aliado ao Google Tradutor me tornava fluente na língua.
Depois de uma exaustiva seleção, muitos emails enviados, muito que ficaram sem resposta, em dezembro de 2008 tinhamos 3 fazendas no sul da França, cada uma com seus atrativos e peculiaridades, esperando por nós.Nossa viagem tomava forma.