Uma vez encontrada a carteira - já fora da zona de perigo de perder o TGV -, iniciei mentalmente a primeira de uma série de listas mentais dos itens de viagem realmente imprescindíveis (o que me levaria, semanas depois, à elaboração da primeira mala pequena da minha vida).
Se o François não tivesse nos levado pelo caminho mais rápido até a linha do metrô que precisávamos pegar para chegar à Gare de Lyon não garanto que teríamos chegado a tempo para pegar o TGV. Correria danada, ao François devemos o nosso "merci beaucoup" e esperamos o casal no Rio de Janeiro um dia.
Os morros, campos, moinhos iam passando e todas as cores da primavera borravam a janela. Eu sorvia aquelas imagens satisfeita - o deslocamento de trem era um dos espetáculos da viagem que eu aguardava ansiosamente. Um momento relaxante, quase terapêutico. Entrei em uma outra frequência no balanço daquele trem que voava leve sobre os trilhos. Ótima experiência! Ninguém sentou perto da gente, então tivemos muito espaço a viagem inteira e o banheiro era decente. Chegamos uns minutinhos atrasados e descobri, ligando para a Anaïs do orelhão da Gare, que ela iria nos buscar de carro!!! Uma beleza! Com a mala enorme que estávamos foi um grande adianto. As malas foram no carro com o David, namorado da Anaïs, e nós três fomos andando para a casa dela.
Passando pela Place de la Comedie (atração turística principal de cidade) estava rolando um jogo de volei de praia feminino no meio de um tempo horrível com frio e chuva... Paramos três segundos e no meio da euforia de estar em um lugar totalmente novo dei uns gritos de torcida porque coincidentemente a partida era BrasilXFrança!
Continuando a caminhada, contamos da sensação de correria que havia ficado dos dias em Paris e dissemos que queríamos ficar em um outro ritmo lá em Montpellier.
A casa da Anaïs é ampla, cheia de charme com uma decoração toda especialmente informal que é a cara dela. A Anaïs tem uma energia muito positiva, é ótima anfitriã e nos deixou completamente à vontade.
Montpellier é uma cidade universitária com construções antigas muito bonitas. Me lembrou um pouco Ouro Preto aquelas ruelas estreitas com curvas, subidas e descidas. Sentamos para tomar uma cerveja com uns amigos deles em um bar ao ar livre com uma população jovem reinante. Guilherme experimentou hidromel - praticamente um viking!
Fala Guilherme e Cacá!
ResponderExcluirTenho acompanhado silenciosamente aqui o blog! Que viagem hein! Q inveja hein! Tão curtindo mto né?! Me amarrei naquele lugar grande pra k7 q vai até lá no final, onde tinham 2 patinhos de coleira na lagoa, e concordo com Guilherme, as perninha são o mais maneiro! hahaha
Saudades de vcs! Aproveitem bastante aí!
Bjs e abraços!
Binho
Clarissa e Guilherme, acho que a cada foto, a cada lugar voces estão ficando mais bonitos, mais europeus? (clarinhos)e felizes. Adorei o rio verde...conhecer os lugares com alguém daí levando a gente por caminhos tão inusitdos é muito diferent. Onde estão as maçãs e os pêssegos? Muitos beijos e saudades.Vania
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