domingo, 31 de maio de 2009

meu post

Olá!!! Neste dia vocês saberam a minha versão dos acontecimentos! Bem, acordamos cedo... na noite anterior combinamos com o François e a Candy que iríamos ao Promenade Plante pela manhã já que eles iam sair para jogar golf e nos encontraríamos novamente na casa meio dia para pegar uma carona até Versailles. Assim foi! Tomamos café com eles e saímos. Na saída de casa passamos em frente ao L'Escargot, um restaurante especializado em escargot. Não comemos escargot. Ainda! Promenade Plante é uma espécie de parque que foi construido no antigo aqueduto, assim mais um "caminho" do que um parque visto que é estreito, mais ou menos 10 metros em média, e uns 3 quilômetros de percurso. Pegamos um trem até o sudeste de paris... não lembro o nome da estação... e entramos no caminho que era todo arborizado, bem legal, ótimo lugar para correr! Acho que de minuto em minuto passava alguém correndo. Acho que era feriado nesse dia. O dia tava nublado e frio e foi maneiro dar uma caminhada. Andamos em direção ao centro de Paris e a medida que avançávamos o caminho subia mais formando uma espécie de passarela por cima das ruas. No início, a parte baixa, passávamos por túneis que devia ser a parte do aqueduto e não se ouvia nenhum barulho de cidade, carros, somente os passáros e o silêncio da mata... Maneiro pensar que eles aproveitam o espaço para o bem estar das pessoas. Transformaram um esgoto num parque! Mandaram bem. Bem, andamos, Cacá tirou fotos, andamos mais, Cacá tirou mais fotos, andamos... fomos até o final (ou início) do "parque", de lá fomos ao metro mais próximo para voltar pra casa.
No metrô tinha um grupo de música russa, eu acho... bem maneiro o som! Achei que tínhamos um video... Antes de voltar pra casa, compramos um bordeaux, uns sanduíches de atum e frango, cookies e uma tortinha com passas para nosso piquenique em Versailles, que é outra coisa muito legal dos franceses, fazer piquenique. Come-se bem e gasta-se pouco, hehehe.



Encontramos com eles na porta de casa e de lá seguimos direto. Cacá foi na frente e fez um video maneiro de Paris com explicações da Candy. Ela deixou a gente na frente do palácio e marcamos de voltar com ela às 18h. Pagamos 6 euros para entrar no jardim! Tinha um tal de show das águas com música... mas o "show" era apenas alguns chafarizes e a música não era ao vivo e ficava repetindo direto!


O jardim é absurdo de grande! Ficávamos imaginando as pessoas daquela época naquele jardim... a paisagem dos lagos é impressionante, me remete a um lugar divino... vimos pessoas na beira do lago e decidimos ir pra lá comer as paradas que compramos. Estendemos a canga, abrimos o vinho, comemos e nos divertimos com os paraibas andando de barco no lago, inclusive um botafoguense muito esperto... ficamos algumas horas ali, relaxando e curtindo o sol que às vezes aparecia. Então Cacá deu a idéia de alugarmos umas bicicletas, a princípio queríamos alugar o carrinho de golf, mas além de caro era sem graça. Nos divertimos com as bicicletas! Fizemos altos filmes! Após as bicicletas ficamos rondando um pouco mais e depois voltamos pra casa. A noite, François e Candy nos levaram a um restaurante baratinho que eles costumam ir. Bem legal o lugar com um clima meio underground. Cacá pediu um bife, que veio cru e eu pedi um Tartare (acho... não lembro qual era o nome direito), um prato com carne moída crua e uns temperos, bem gostoso, parecia carpaccio. Então fomos dormir, tinhámos o Louvre no dia seguinte!








quarta-feira, 27 de maio de 2009

"Minha neguinha..!"

Hoje foi o dia em que tiramos muitas fotos, nenhuma da minha trancinha, foi mal... Trezentos e cinquenta e três para ser exata. Estamos usando um modo da camera que tira fotos em sequencia durante todo o tempo em que se pressiona o botão. Assim temos muitas fotos quase iguais, mas também há outras em que apenas uma sai boa. Acordamos, tomamos café com a Candy e o François.
Desfiz a trança e a Renata Sorrah estava olhando pra mim no espelho.
Saímos umas 9 horas, o François estava indo trabalhar, de terno, e nos mostrou onde ficava o metrô mais próximo. Eu, com a minha cabeleira frisada, estava engraçadíssima - mas, no fim das contas, em Paris, eu era só mais uma no meio da multidão de gente estranha.
Fomos em direção ao museu Rodin, estava um dia lindo. Esse é um dos lugares preferidos do Nelson - grande amigo da minha mãe e de toda a minha família - então segui a indicação dele de ir conhecer o museu em um dia de sol. Nos demos conta de que não comemos muito, paramos para um rápido croque-monsieur.
Andamos sem pressa vendo as estátuas que ficam no exterior do museu. Realmente o jardim é uma delícia, um charme. Havia um casal de uns 70 anos fazendo tai chi bem no fundo do jardim, num lugar cheio de sombras e com umas espreguiçadeiras, dava vontade de ficar lá o dia inteiro. Tudo em excelente estado, muito bem cuidado, grama aparadinha. Guilherme me apressava, dizendo que tínhamos muita coisa para fazer.
Pois é. Nos demos conta de que tínhamos só 2 dias para o restante: Louvre, passeio de barco à noite, Palácio de Versailles, Pompidou, vários jardins, Promenade Planté, mercado de pulgas, Arco do Triunfo de novo, Place des Vosges etc. Visitar Paris pela primeira vez é uma lista de compromissos! Você começa a pensar que já está lá e não pode deixar de ver a coisa tal, fazer não-sei-o-quê...
Meio estressante, eu pensava "Não quero isso pra mim... Estou em Paris... Quero relaxar!" Me resignei e comecei a fazer uma lista mental de prioridades. Não estava fácil.
No jardim, com as esculturas eu e Guilherme fazíamos poses e nos divertiamos inventando um contexto para cada uma.













Entramos no museu, vimos o pensador, dentro do museu e Guilherme fazia as posições mais estranhas. "É o reflexo! Muita luz!" E o chão rangia enquanto víamos algumas dezenas de esculturas lindas.
Bateu a fome, fomos para a Rue du Bac e comemos em uma padaria maravilhosa, depois descobriríamos que ela fazia parte de uma rede de padarias, de repente franquias. Fomos atendidos, eu pedia as coisas hesitando em francês, torcendo para não encontrar nenhuma surpresa desagradável dentro do recheio dos sanduíches.

Depois que fizemos todo o diálogo necessário o atendente, simpático, perguntou de onde éramos. Brasil. Ah, vocês podem falar em português se quiserem! - o cara, com uma cara de francês danada, falava um pouco de português. Bom, infelizmente para mim nessa hora restava apenas pagar e dizer tchau. Compramos sanduíches, doces, bolinhos maravilhosos. Na sacola havia financiers (bolinhos) e tuilles almondes (biscoitinhos fininhos com amêndoas). hmmmm

Saímos de lá rumo às Catacombes, um lugar cheio de ossos de pessoas que morreram em diferentes anos e locais de Paris. Não lembro direito, acho que esses ossos foram remanejados de cemitérios inteiros que foram descobertos. O fato é que eles foram arrumados em túneis embaixo da cidade de um jeito meio artístico, formando padrões. Uma coisa, digamos, peculiar. Meio sinistro. Nos últimos dias eu havia pensado sozinha em desistir de ir, mas quando lancei a hipótese vagamente ao Japa ele disse logo que não deixariamos de ir. Fiquei na minha.
Então estávamos lá descendo dezenas de degraus. Em cima, o maior sol, calor, embaixo, escuro, frio e úmido, com goteiras no teto. Andamos muito até chegar nas primeiras ossadas, os túneis são bem legais e eu que estava com medo do cheiro lá de baixo, achei que foi um passeio bem tranquilo, apesar de bizarro.
Passamos no Trocadero no final do dia para ver a vista, tirar fotos, coisa e tal.
Então percebemos que havia algo estranho acontecendo... A parte bem de frente para a torre estava interditado por uns policiais (tem um na foto, bem atras da gente). Vimos la embaixo bombeiros e dois rapazes, um deles de roller, aqueles patins. Tudo indicava que alguém havia caído lá de cima.
O cansaço bateu e encontramos um banquinho num lugar privilegiado...
Quando voltamos, no horário que marcamos com a Candy e o François, descobrimos que ele próprio iria cozinhar aquela noite. Ficamos bem animados de saber que ele faria um prato típico da França. Fomos com ele no açougue comprar a linguiça, cada experiência com os nossos anfitriões era para nós uma descoberta toda especial. O François, muito atencioso, sempre falava alguma coisa divertida e explicava tudo. Muitas vezes ele e Guilherme descobriam algum assunto juntos e eu ficava só olhando, toda feliz de ver o Japa cheio de conversa (em inglês!!). no açougue eu achei tudo meio estranho, vi umas linguiças pretas gordas... Uns pedaços de carne que pareciam estar ali há semanas. Fiquei meio preocupada, mas logo o François apontou para a linguiça do prato que ele ia fazer, esperando a gente dar o OK. Tranquilo. Comemos um Aligot, tipo um purê de batatas com queijo misturado. Não sei se era gruyére. Um pedaço de uma linguiça deliciosa acompanhando. O Aligot, quando ainda na panela, ficava num ponto que, levantando a colher de pau cheia da mistura bem no alto, ela não se desligava do restante da massa dentro da panela. Muito bonito de ver. De comer então.... O Japa se amarrou e repetiu umas duas vezes. Jantando, falamos de tudo que ainda queriamos ver em Paris para nossos anfitriões. Mas depois que ouvi a Candy falar que algumas coisas deviam ficar para a próxima vez, me acalmei. Sim, claro, haverá uma próxima vez. Tinha esquecido que podia isso. A Candy disse que iria a Versailles sábado e se quiséssemos poderia nos dar uma carona de carro! Achei o máximo! No meio desse rompante de clareza e organização, fizemos contas e vimos que já haviamos gastado demais (comíamos o dinheiro todo). A maioria das nossas roupas estava suja, pedimos para a Candy para usarmos a máquina de lavar dela no dia seguinte. Diversos assuntos nesse jantar. Bebíamos um vinho que eu e Guilherme compramos e que combinava com o prato. Tudo foi perfeito, a companhia deste casal é simplesmente maravilhosa, eles são divertidíssimos, sentimos que demos uma sorte incrível de conhecê-los. Estar hospedado foi infinitamente melhor do que estar em um hotel. Um assunto recorrentes em ambos os couches eram histórias engraçadas de americanos. O François contou uma sobre uns conhecidos que ficaram deslumbrados com uma igreja que havia sido construída antes da "America" ter sido descoberta. O casal francês ficou sem graça de dizer o tanto de história que já havia acontecido no continente deles antes disso e resolveu nem comentar nada das outras igrejas bem mais antigas do que aquela. Hilário.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Entre couches

Acordamos tarde de novo, demorávamos a levantar e ficamos envolvidos com toda a dinâmica da casa. Hoje era dia de trocar de couch, então não teríamos tanto tempo quanto ontem. Primeiro liguei para a Candy, que confirmou nossa estada lá, fiquei muito animada. Então tínhamos que encontrar um adaptador para carregar o computador, que estava sem bateria.
Foi um saco, fomos até a estação da Republique para tentar encontrar uma loja e quando chegamos na tal Darty, uma loja que tinha tudo de eletrônico, nada. Ficamos meio sem saber o que fazer. Não encontramos o adaptador, mas encontramos a Pizzaria do Renato (hahahahaha), descobrimos dentro do metrô que aqui na europa também existem aqueles caras que tocam flautinha (eu acho que é playback).

Fomos à Sacre coeur. Bem legal, mas não é tão bonita por dentro quanto a Notre Dame. A vista é bem bacana, vimos o Pompidou de lá, tiramos muitas fotos e fomos explorar as ruas de trás, dica do Sigmund (couchsurfer que conhecemos na casa da Maria). Eu dava 3 passos e queria tirar uma foto. Muito lindinho lá. Encontramos um lugar para comer onde parecia que todo mundo se conhecia. Entrava gente e saía do bistrô como em uma casa. A galera botava a cabeça pra dentro, gritava alguma coisa, acenava para um outro, todos riam e depois iam embora.
O garçom foi muito simpático. Comemos salada de frango com várias coisas dentro e um talharim com cordeiro. Guilherme, só surpreendendo! Comia tudo com o maior despreendimento. Eu examinava mais, a essa altura eu tinha medo de tudo que eu comia. Comia uns pedaços de frango, olhava, comia um pouco de ovo cozido, pegava um pouco do macarrão do Japa... e assim fiquei satisfeita. Mas fui ficando mais de saco cheio de não poder comer de tudo, bateu um mau humor.
Arrumamos todas as coisas para partir e nos despedimos da Maria e da Catarina, uma amiga dela toda simpática que estava de trança embutida, e fez uma em mim também. A transferência de couch foi mais uma vez sofrida para o Japa e o choque entre os estilos de vida das famílias dos nossos 2 couches de Paris foi impressionante.
Chegamos na casa da Candy e do François, um casal da nossa idade, recém-casados e sem filhos. Achamos tudo lindo e eles contaram sobre como eles mesmos decoraram o apê de dois quartos. Estabelecemos o inglês como forma de comunicação. Às vezes faltava uma palavra e tentávamos em português, tentando a sorte que no francês fosse similar e foi perfeito! Tinhamos um quarto só pra gente com cama de casal e tudo. Ficamos eufóricos.
Comemos uma pizza maravilhosa feita pela Candy (ela disse que no mercado se compra a massa crua pronta para abrir, em bolinhas. Nos refastelamos de pizza de abobrinha, presunto, queijo de cabra, hummm! Orange, a cachorrinha de 6 anos deles estava sempre ligada em para onde a comida estava se deslocando e colocava a cabecinha no colo da gente, olhinhos tristes pedindo comida. Assunto não faltava, foi uma noite muito animada. Fui dormir de trancinha.
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